Home      A Pastoral Vocacional
Imprimir esta páginaAcrescentar aos Favoritos
 
 
 

A messe é grande, mas, os operários são poucos. Pedi ao

Senhor da Messe que envie operários para a colheita” (Lc 10,2).

 

Ao longo da História da Igreja, ela no desejo de realizar aquilo que o Senhor tinha em mente ao fundá-la, procurou de diversos modos entender como tornar concreto esse pedido do Mestre. Até o Vaticano II era famosa a chamada “Obra das Vocações” que tinha como objetivos rezar pelas vocações e angariar doações para a sua manutenção nos seminários. Em seguida surgiu o Movimento das Capelinhas - existe até os nossos dias  - praticamente com os mesmos objetivos, porém com um destaque: incentivar as famílias a rezarem pelas vocações através de visitas mensais da Capelinha.

A partir do Concílio Vaticano II, a Igreja começa a repensar todo o seu método de evangelização frente aos novos desafios pastorais, e é claro que entre os grandes desafios incluem-se as vocações. Pouco a pouco vai tomando corpo um novo trabalho, no setor vocacional, até termos claro o que hoje chamamos de Pastoral Vocacional.

O Vaticano II resgatou em especial a importância do Sacramento do Batismo. O cristão passou a ser considerado como: Igreja, Povo de Deus, Corpo Místico de Cristo, participante do múnus Sacerdotal: doar-se em atitude de serviço; múnus Profético: anunciar a Boa Nova do Evangelho, proclamar o Reino de Deus e múnus Real de Cristo: buscar o bem-estar de todos, colaborar para o bem comum das pessoas. Com essa concepção abre-se uma nova perspectiva. A Evangelização, a ação evangelizadora, deixa de ser exclusividade do clero e dos religiosos. Todo o batizado é responsável pelo Anúncio da Boa Nova.

 

Na década de setenta já temos a Pastoral Vocacional bem estruturada: Equipes Diocesanas, Equipes Paroquiais, de Pastoral Vocacional.

A Pastoral Vocacional foi assumindo diversos nomes. Hoje se fala em três expressões para designar o cuidado pelas vocações.

A primeira é o Serviço de Animação Vocacional (SAV), entendendo com isso a ação de toda a comunidade em favor das vocações.

A segunda expressão é a Pastoral Vocacional (PV), bastante conhecida, mas aqui usada somente para indicar o esforço das Igrejas locais no sentido de que a dimensão vocacional esteja sempre presente em todos os âmbitos da pastoral orgânica das comunidades, trata-se da organização e estruturação do SAV, responsabilidade que compete em primeiro lugar ao bispo e ao seu presbitério.

A terceira expressão a ser usada será Animação Vocacional para falar ao mesmo tempo do SAV e da PV. Mas a nomenclatura não é o mais importante, o essencial é que existam pessoas que desenvolvam a consciência vocacional, como resposta ao compromisso batismal.

Esta animação tem que ser feita a partir da visão de uma Igreja, povo de servidores, levando em conta a diversidade de carismas, que assumam essa ou aquela vocação, esse ou aquele ministério.

Neste contexto, todos são responsáveis pelas vocações: “A animação vocacional deve brotar das comunidades, como responsabilidade de todos, e se dirigir a todas as categorias da Igreja” (CNBB, Vida e Ministério do presbítero n.° 244)

 

OS OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA PASTORAL VOCACIONAL DA DIOCESE DE PONTA GROSSA:

- Ir ao encontro, sobretudo dos jovens e adolescentes proporcionando, além do anúncio explícito, situações que favoreçam a resposta do chamado de Deus principalmente à vocação sacerdotal e religiosa, através de encontros de discernimento vocacional e também de um acompanhamento interpessoal e personalizado, proporcionando um processo que conduza ao encontro pessoal com Jesus Cristo pela oração, celebração e inserção na comunidade. (cf. Documento Evangelização da juventude, Publicações da CNBB, n. 94; DAp 446; DGAE 2011-2015 n, 77, 78, 81, 86, 87)

- Proporcionar momentos de reflexão, meditação e interpretação da Palavra de Deus aos vocacionados e animadores vocacionais, principalmente através da Leitura Orante, pois, é urgente, a partir do Sínodo da Palavra e da Conferência de Aparecida, que a animação vocacional se aproprie e aprofunde a relação entre a Palavra de Deus e a vocação como mediação de diálogo com Jesus Cristo. (cf. Texto base do 3º Congresso Vocacional do Brasil n, 99; DGAE 2011-2015 n, 93, 96; DAp 248; DV 73, 87);

- Organizar e dar formação para as EVP’s – Equipes Vocacionais Paroquiais – procurando uni-las com pastorais, movimentos e espiritualidades afins como, catequese, juventude, família, liturgia e outras, oferecendo-lhes os meios e instrumentos formativos necessários em nível paroquial, setorial e diocesano. Que as equipes se utilizem da reunião do CPC para o envolvimento da pastoral orgânica (cf. Texto base do 3º Congresso Vocacional do Brasil n, 109; DGAE 2011-2015 n, 98, 101, 104d);

- Incentivar as famílias e as comunidades de nossa diocese para dêem contínuo apoio e intensifiquem a oração pelas vocações através de adorações vocacionais, terços vocacionais, rosário vivo, missas vocacionais. “Há necessidade de intensificar, de diversas maneiras, a oração pelas vocações. É pela oração que se pode criar maior sensibilidade e receptividade ao chamado do Senhor”. É de uma comunidade eclesial que surgem as vocações; Ela é “chamada a descobrir e integrar os talentos escondidos e silenciosos, com os quais o Espírito presenteia os fiéis”. Outra motivação para nossa oração é de que “nenhuma vida existe apenas para si, mas para outras e para Deus”. (Texto base do 3º Congresso Vocacional do Brasil, n, 82; DA 162, 204; DGAE 2011-2015 n, 67).

- Conduzir à uma conscientização de que todos, ao mesmo tempo que chamados, somos também responsáveis pelas vocações. A Igreja é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações. O sujeito ativo da Pastoral Vocacional vai da Igreja universal à Igreja particular, e, analogamente, desta à paróquia e a todas as componentes do Povo de Deus. Na diversidade ministerial manifestamos a única Igreja de Cristo. “A animação vocacional deve brotar das comunidades, como responsabilidade de todos, e se dirigir a todas as categorias da Igreja” A partir daí investir nos setores do SAV como: Movimento das Capelinhas, Pastoral dos Coroinhas e Crismandos. (cf. Pastores Dabo Vobis, de João Paulo II n, 41; DGAE 2011-2015 n, 104a; CNBB, Vida e Ministério do presbítero n, 244)).

- Celebrar com muito mais empenho e vitalidade, em todas as comunidades, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações no IV Domingo da Páscoa bem como o mês de Agosto, promovendo situações onde se possa visualizar a dinâmica vocacional da Igreja, como por exemplo, uma “Feira (Exposição) Vocacional”, além de celebrações com motivação vocacional;

- Organizar e dar formação para a Equipe Vocacional Diocesana com a representação dos Religiosos(as), Diáconos Permanentes, Seminaristas e Leigos(as);

- Marcar presença em locais e eventos voltados para a juventude e adolescentes, seja em nível diocesano, setorial ou paroquial;

 

A Pastoral Vocacional (PV), através da sua coordenação, organizará e estruturará o SAV (Serviço de Animação Vocacional) a fim de um esforço para que a dimensão vocacional esteja presente em todos os âmbitos da pastoral orgânica das comunidades, sobretudo acompanhando jovens e adolescentes no processo de discernimento vocacional. Que eles possam descobrir o caminho para a realização de um projeto de vida tal como Deus o quer e como o mundo de hoje necessita (cf. I Congresso Vocacional latino-americano, Documento final n, 26).

 

OS SUJEITOS DA ANIMAÇÃO VOCACIONAL (Na Diocese de Ponta Grossa) 

- A Coordenação da Pastoral Vocacional com uma equipe diocesana formada atualmente por seminaristas. Ao longo da caminhada se prevê uma Equipe Vocacional Diocesana somando a presença de religiosos, diáconos permanentes, leigos, casais e seminaristas;

- As Equipes Vocacionais Paroquiais (EVP’s);

- Todo o povo de Deus como responsável do grande projeto. Convocamos os presbíteros, diáconos, consagrados(as), leigos(as) envolvidos na ação pastoral.

 

OS SETORES DO SAV - SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL  (Na Diocese de Ponta Grossa)

- Pastoral dos Coroinhas

- Crismandos

- Movimento das Capelinhas

- Vocacionados

 

ESPIRITUALIDADE

É Deus Pai quem nos atrai! O ponto de início da espiritualidade cristã é a experiência do batismo fundada na Trindade, e “uma autêntica proposta de encontro com Jesus Cristo deve estabelecer-se sobre o sólido fundamento da Trindade-Amor” (DAp 240).  Também confiamos todo o nosso esforço a Maria, a Mãe de Jesus, que não é apenas modelo de vocacionada discípula missionária, mas também de animação vocacional evangelizadora. Ou seja, de um serviço de animação vocacional aberto ao Espírito Santo, na escuta da Palavra, na disponibilidade para servir ou mesmo nos momentos de sofrimento, onde vemos Maria ao pé da cruz (Jo 19, 25-27). No cenáculo com a comunidade reunida, ela nos ensina a promover um serviço de animação vocacional em comunhão com toda a Igreja e por ela reconhecido. Na animação vocacional pedimos que “nos ensine a responder como fez ela no mistério da anunciação e encarnação” (DAp 553). Somos chamados a permanecer na escola de Maria, mantendo vivas as “atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade que devem distinguir os discípulos de seu Filho” (DAp 270, 272). Com Maria aprendemos a sair de nós mesmos, no caminho do sacrifício, de amor e serviço: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”! (cf. Texto base do 3º Congresso Vocacional do Brasil n, 110)

 

 ORAÇÃO VOCACIONAL

Trindade Santa, Deus da vida e do amor, somos seguidoras e seguidores de Jesus, discípulos missionários a serviço das vocações.

Como animadores vocacionais, queremos responder ao mandato de Jesus de “fazer discípulos entre todas as nações”, incentivando a vocação dos cristãos leigos e leigas, à vida consagrada e aos ministérios ordenados, construindo uma Igreja corresponsável e ministerial.

Buscamos uma Igreja fiel aos sinais dos tempos, Samaritana, Missionária e Libertadora, que responda ao clamor do povo, em suas lutas e esperanças; e que testemunhe a Boa Nova do Reino, com a Palavra e com a vida. Que Maria, a Mãe da Divina Graça, São João Maria Vianney, Beato João Paulo II e tantas testemunhas fiéis até o martírio, intercedam a bênção sobre todos nós.

Amém.
 

CRITÉRIOS QUE ESTRUTURAM A PASTORAL VOCACIONAL

 

A Pastoral Vocacional [através do seu Serviço de Animação Vocacional] realiza um trabalho pastoral da Igreja que visa despertar os cristãos para a vocação humana, cristã e eclesial, discernir os sinais indicadores do chamado de Deus, cultivar os germes de vocação e acompanhar o processo de opção vocacional consciente e livre (cf. DBFP, nº 27).

Vamos seguir um esquema de oito critérios que estruturam a pastoral vocacional, partindo do conceito de vocação, passando pelas consequências deste conceito, terminando no que entendemos por Pastoral Vocacional. Acentuamos a questão da mediação eclesial pois julgamos essencial para a estruturação da PV. Aliás, a mediação, quer seja eclesial, quer seja na base do testemunho dos agentes, é ponto fundamental para a eficácia da PV.

Ainda propomos algumas pistas para a implantação da PV numa diocese e uma breve reflexão sobre a PV e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Como acreditamos que a verdadeira PV desperta o cristão não só para os ministérios ordenados (epíscopo, presbítero e diácono), concluímos propondo algumas anotações sobre os ministérios na Igreja.

 

Na linha do conceito de vocação

·         Primeiro critério: "Fundamentalmente, a vocação cristã é um chamado do Pai à salvação, por meio do seguimento e da identificação com Jesus Cristo, dentro de um povo. A esta vocação o cristão deve responder com uma opção concreta na Igreja e a serviço dela, tanto do ponto de vista ministerial, quanto carismático, nos diversos estilos de vida".

·         Segundo critério: "A vocação como chamado/opção se identifica com a dinâmica da fé. Com efeito, a fé como diálogo supõe um processo onde a palavra salvífica de Deus, feito pessoa redentora em Cristo, através de acontecimentos históricos, que culminam na Páscoa e no Espírito de Pentecostes desperta o homem e a mulher para uma opção progressiva por Cristo para chegar ao Pai no Espírito Santo. Esta opção vai desde a conversão ( cf. Ad gentes 13 - adesão ao Senhor), passando pela vivência profunda da prática cristã e dos sacramentos (cf. Ad gentes 14 - catecumenato), até à opção apostólica cristã, expressa nos ministérios e carismas diversos a serviço da Igreja (Ad gentes 15 - vários ministérios). Assim, ainda que vocação seja todo o processo de chamado/opção - a partir da conversão até a opção por um estilo de vida- consideramos que o processo vocacional propriamente dito começa na opção apostólica e se realiza num estilo de vida concreto dentro da Igreja".

 

Na linha das consequências

·         Terceiro critério: "O cristão somente escutará este chamado através e dentro da comunidade cristã (cf. LG nº 9 - salvação através de um povo). E só chegará à opção, por um estilo de vida dentro da Igreja, se esta comunidade for abertamente apostólica e eucarística. Porém, esta comunidade deve possuir uma vivência espaço-temporal concreta, e por isso sublinhamos a estreita união que existe entre opção vocacional por estilos de vida e comunidade de fé, como grupos humanos apostólicos e concretos, que se reúnem para rezar, ouvir a palavra de Deus, celebrar a Eucaristia e assumir os compromissos decorrentes desta vivência de fé.

·         Quarto critério: "Mesmo suposta a influência da comunidade, a opção vocacional é um ato eminentemente pessoal e personalizante. Do ponto de vista do apelo, supõe o reconhecimento e a transcendência de Deus e uma experiência pessoal de Cristo que, apesar de se manifestar na comunidade, nela não se esgota mas a ultrapassa e que chama a um diálogo interpessoal no amor. Do ponto de vista da resposta, supõe uma maturidade tal na opção pessoal, que seja capaz de chegar a respostas cada vez mais comprometidas no amor até ‘o ficar comprometido’ e apto a se definir perante a Igreja e a sociedade, por opções - em si mesmas- definitivas".

·         Quinto critério: "É essencial, para a opção vocacional, a renovação das imagens da própria Igreja e das diversas vocações dentro dela. Sem estas imagens renovadas nossos jovens não encontrarão o caminho da opção. Ser uma imagem de vocação, que realiza a pessoa e a faça feliz. Ser uma imagem heróica, isto é, que lute por algo que valha a pena apostar a vida, sem esconder as dificuldades desta luta. Ser uma imagem encarnada em nossas realidades, de maneira que responda de forma positiva às necessidades de nossa sociedade ".

·         Sexto critério: "O ponto central da ação de toda a PV é aquele que parte da opção apostólica (inserção na comunidade, na variedade dos ministérios) até chegar à opção por um estilo de vida concreto dentro da Igreja. A vocação cristã supõe homens e mulheres, que já vivam um estilo de vida, escolhido livremente e com maturidade, homens e mulheres que estejam a caminho como convertidos e que se encontrem num processo de opção. Apesar de que este último não seja um estado de vida estável, mas um processo em vias de chegar à escolha de uma vocação particular, podemos chama-lo de ‘estado de opção’".

 

Na linha da Pastoral Vocacional

·         Sétimo critério: É um trabalho pastoral da Igreja que visa despertar os cristãos para a vocação humana, cristã e eclesial, discernir os sinais indicadores do chamado de Deus, cultivar os germes de vocação e acompanhar o processo de opção vocacional consciente e livre de tal modo que expresse seu serviço ministerial ou carismático para a Igreja, em qualquer dos estados de vida (cf. DBFP, nº 27). Esta ação pastoral a Igreja a exercerá renovando a sua própria imagem e de seus ministérios, acompanhando o vocacionado no seu processo de amadurecimento pela opção.

·         Oitavo critério: A Pastoral Vocacional assim entendida supõe uma Igreja:

1. Trinitária. "Consumada, pois, a obra que o Pai confiara ao Filho realizar na terra (cf. Jo 17,4), foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes a fim de santificar perenemente a Igreja para que assim os crentes pudessem aproximar-se do Pai por Cristo num mesmo Espírito (cf. Ef 2,18)" (LG 4);

2. Ministerial. " Não é apenas através dos sacramentos e dos ministérios que o Espírito Santo santifica e conduz o Povo de Deus e o orna de virtudes, mas, repartindo seus dons ‘a cada um como lhe apraz’ (1Cor 12,11), distribui entre os fiéis de qualquer classe graças especiais. Por ela os torna aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios, que contribuem para renovação e maior incremento da Igreja, segundo estas palavras: ‘A cada um é dada a manifestação do Espírito para utilidade comum’ (1Cor 12,7). Estes carismas, quer eminentes, quer mais simples e mais amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois que são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja" (LG 12);

3. Igualitária. "Um é pois o Povo eleito de Deus: ‘um só Senhor, uma só fé, um só batismo’ (Ef 4,5). Comum a dignidade dos membros pela regeneração em Cristo. Comum a graça de filhos. Comum a vocação à perfeição. Uma só a salvação, uma só a esperança e indivisa caridade. Não há, pois, em Cristo e na Igreja, nenhuma desigualdade em vista de raça ou nação, condição social ou sexual (cf. Gal, 3,28; Col 3,11). Se pois na Igreja nem todos seguem o mesmo caminho, todos, no entanto, são chamados à santidade e receberam a mesma fé pela justiça de Deus (cf. 2 Ped 1,1). E ainda que alguns por vontade de Cristo sejam constituídos mestres, dispensadores dos mistérios e pastores em benefício dos demais, reina, contudo, entre todos verdadeira igualdade quanto à dignidade e ação comum a todos os fiéis na edificação do Corpo de Cristo" (LG 32). Não confundir, porém, igualdade com igualitarismo. Entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial há uma diferença não de grau, mas de natureza. "Se a diferença fosse de grau, seria certamente contrária à igualdadefundamental de todos os cristãos, porque estariam no mesmo sacerdócio, porém, alguns em grau superior (‘mais’ sacerdotes) e os outros em grau inferior. Ao invés disso, sendo a diferença não de grau, mas de natureza, as relações não são de inferioridade e superioridade, mas são relações orgânicas (de funções), mais complexas".

4. Missionária. "A Igreja peregrina é por sua natureza missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai" (AG 2). Apta a responder sempre mais às exigências novas que a sociedade se lhe apresenta (cf. AG 6).

5. Inculturada. "Reconheçam-se (os missionários) como membros do corpo social em que vivem, e tomem parte na vida cultural e social através das várias relações e ocupações da vida humana. Familiarizem-se com suas tradições nacionais e religiosas. Com alegria e respeito descubram as sementes do Verbo aí ocultas" (AG 11).

6. Sinodal. "Desde os primórdios da Igreja, os Bispos, colocados à frente de Igrejas particulares, levados pela comunhão fraterna da caridade e pelos cuidados da missão universal confiada aos Apóstolos, uniram sua energias e suas vontades na promoção do bem tanto comum quanto de cada uma das Igrejas. Por esta razão constituíram-se Sínodos ou Concílios provinciais ou enfim Concílios plenários. Neles os Bispos estabeleceram, para as várias Igrejas, um teor comum a ser observado tanto no ensino das verdades de fé quanto na organização da disciplina eclesiástica. Deseja este Santo Sínodo Ecumênico que o venerável instituto dos Sínodos e Concílios seja revigorado" (CD 36). Este espírito de Igreja Sinodal, de comunhão e participação, se expressa claramente na Pastoral de Conjunto de uma Igreja Particular. A Pastoral de Conjunto não é uma caminho optativo: é a condição indispensável da ação eclesial; e tampouco ela pode surgir só da política do Bispo, tem que se ancorar na consciência de todos os membro da Igreja, perpassar toda a estrutura eclesial. Assim, somos incentivados a criar conselhos nos mais diversos níveis para que haja efetivamente participação de todos nas decisões e se promova a comunhão de pessoas e ideais (cf. DGAE, nºs 296 a 303).

 

Quer ser você também um Padre Diocesano? Entre em contato conosco... teremos a maior alegria em auxiliar no seu discernimento vocacional...